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NOTÍCIAS

03/09/2018

Cooperativas: Fórum de Dirigentes discute transformações e futuro

Com a participação de aproximadamente 200 pessoas, o Fórum Catarinense de Dirigentes Cooperativistas, realizado na última semana em Santo Amaro da Imperatriz, discutiu temas da atualidade econômica e tecnológica mundial sob coordenação da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP/SC).



>> Confira fotos do evento



Na abertura, o presidente do Sistema OCESC, Luiz Vicente Suzin, destacou a importância do acompanhamento, pelos líderes do setor, das mudanças e transformações que ocorrem na economia e no mundo corporativo. Considerou essencial o acompanhamento das tendências mundiais que estão mudando as relações de trabalho e o modo de produção.



O engenheiro, professor, escritor e empresário (CEO da Inova Consulting e Inova Business School) Luiz Rasquilha palestrou sobre INOVAÇÃO E TENDÊNCIA ESTRATÉGICA.



Observou que o mundo assiste a maior transformação da história da humanidade, no qual os modelos de negócios vencedores serão aqueles que conseguem desenvolver uma elevada capacidade de antecipar o futuro e de se adaptar ao novo. Esses novos modelos de trabalho, de relacionamento e de entrega de valor ditarão as regras pelas quais todos vão se reger. Esta transformação foi designada, em 2016, pelo Fórum Econômico Mundial como 4ª Revolução Industrial, onde o poder da tecnologia e da conectividade se afirma como base de influência e alteração de todos os pressupostos que até agora regeram as empresas, os negócios e o próprio mundo.



Prelecionou que já ocorre a convergência entre o físico, o biológico e o digital o que significa uma “mudança profunda no que somos”. O professor lisboeta assinalou que “entender o futuro não é mais mera curiosidade de alguns acadêmicos ou pesquisadores, mas, tornou-se agora indispensável à sobrevivência das nossas empresas, dos nossos negócios e de nós mesmos.”



Rasquilha orienta que, para encarar com otimismo os novos tempos, é necessário estudar e mapear o futuro através da lente das Tendências. Para ele, não é possível decidir o rumo de um negócio e de uma empresa sem considerar de forma séria as tendências. Deixou dez sugestões: descobrir a relevância do negócio, vender sonhos, aproximar pessoas da tecnologia, focar nichos de alto valor agregado, criar o próprio ecossistema, interagir muito com o cliente, testar coisas novas, olhar o futuro, fazer a transformação digital e adotar a inovação estratégica. Ele julga importante o empreendedor “desenvolver a qualidade de aprender, desaprender e reaprender”.



FUTURO



O engenheiro agrônomo, professor, escritor pós-graduado em agrobusiness & marketing de alimentos Marcos Fava Neves discorreu sobre O FUTURO DO AGRONEGÓCIO. Destacou o papel das cooperativas como “ente construtor de margens” para os seus associados. Disse ser necessário analisar as tendências mundiais através dos fatos, dos seus impactos e dos atos. Manifestou consistente otimismo com o futuro do agronegócio, citando o mais recente estudo de projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para alguns produtos do agronegócio mundial.



Os produtos analisados pelo USDA em que o Brasil é relevante no mercado internacional são: soja em grãos, farelo de soja, óleo de soja, milho, algodão, carne bovina, carne de frango e suína. A soja  é o carro-chefe do crescimento das importações. É também arrojada a participação brasileira em carne de frango e pouco conservadora na carne suína. Somente nestes produtos (complexo soja, milho, algodão e carnes), em 2027 o Brasil exportará US$ 28 bilhões a mais do que exportou em 2017.



-“Temos muito mercado para crescer. Portanto, precisamos de um “choque” de eficiência para termos margem de lucro com essa exportação que o país fará. Para isso, é necessário investimentos em inovação, principalmente na área administrativa. O produtor que deseja aproveitar ao máximo esse momento vitorioso do agronegócio brasileiro na próxima década precisa aprender sobre tecnologia. Ele não pode ter bloqueios ou medo e, sim, curiosidade para conseguir melhorar  seus indicadores.”



FELICIDADE



O encerramento das palestras coube ao norte-americano Jim Cunningham que focalizou GESTÃO PELA EXCELÊNCIA. Mestre em Psicologia e bacharel em Artes em Educação, Jim expôs a experiência da Disney, onde trabalhou por 17 anos e foi o facilitador de programas de desenvolvimento profissional sênior no Instituto Disney, além de criador do Programa Disney Keys to Excellence (Programa Disney Chaves da Excelência). Ele ganhou reconhecimento por construir modelos de serviços de qualidade com grande sucesso. Cunningham transmite toda a sua sabedoria e conhecimento em programas de treinamento por todo o mundo, sendo um especialista em ajudar as organizações a construir uma cultura de excelência de serviço, próspera e com líderes fortes, definindo um modelo de negócio à prova de falha. 



Para o palestrante, a empresa se fundamenta em três pilares: funcionário, clientes e liderança diferencial. “Através de cursos e treinamentos é possível preparar um funcionário tecnicamente. Mas não se consegue mudar a personalidade dele. Consideramos que o treinamento dos funcionários deveria ser relevante para o dia-a-dia da empresa, voltado para o sucesso pessoal e profissional e, acima de tudo, divertido.” Observou que “você é um bom líder quando o seu time confia em você. Você é um ótimo líder quando seu time confia em si mesmo”.



Para ele, “um fracasso só é fracasso se você não aprendeu nada com ele”. Entretanto, mostrou que são necessários 37 momentos mágicos para cada momento trágico (mal atendimento de um cliente). Para Jim Cunninghan, visão sem ação é alucinação. Não há segredo para o sucesso, apenas trabalho duro. Por isso, o gestor deve ser ativo e criativo.



CASES



Dois cases de sucesso foram apresentados. O supervisor de desenvolvimento de produtos e serviços do SICOOB CENTRAL Juliano Oliveira Fernandes expôs o “Plano de Capitalização SICOOB CAP”. O presidente Cláudio Post e o diretor executivo Ivan Ramosexplicitaram o case FECOAGRO “Estimulando e praticando a Intercooperação em SC”.




Fonte: Assessoria de Imprensa


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