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02/03/2020

Elvio Silveira deixa o Sistema OCESC após 35 anos

O então coordenador da área de Formação Profissional do SESCOOP/SC, Elvio Silveira, anunciou a saída do Sistema OCESC no dia 28 de fevereiro de 2020. Foram 35 anos de trabalho dedicados ao cooperativismo catarinense e brasileiro.



Natural de São Joaquim/SC, começou a trabalhar muito cedo e teve apenas quatro empregos na sua carreira profissional até agora. Dentro do Sistema OCESC passou por inúmeras funções e modelos de gestão que impactaram no trabalho interno e na sua formação como profissional, mas por todas que passou sempre correspondeu às expectativas.



Confira a entrevista abaixo:



Quando o Sr. entrou no Sistema OCESC e como foi esse início? 



Entrei em 8 de maio de 1985. Na OCESC trabalhei como auxiliar de contabilidade e depois passei à condição de técnico da contabilidade. Mais à frente passei a ser coordenador administrativo financeiro da OCESC. Com a criação do SESCOOP/SC, em 98, eles precisavam de uma pessoa para a área de autogestão. Então, em 2002 e fui transferido, saí da OCESC e no outro dia já entrei no SESCOOP/SC como coordenador de Autogestão. Há cerca de cinco anos, o nome da área mudou para Monitoramento e eu também assumi a coordenação da Formação Profissional. Então, a área passou a se chamar Formação Profissional e Monitoramento. No dia 08 de maio fariam 35 anos de trabalho no Sistema. Passamos por diversos desafios, RECOOP, planos econômicos, e de adequação da estrutura interna de pessoal. Uma época, a OCESC tinha em torno de 48 funcionários e de uma hora para outra houve uma redução pela metade. Não era questão de competência, era porque não tinha como sobreviver, porque o país passou por momentos muito difíceis. Eu fiquei meio sozinho, porque o Monitoramento era apenas comigo, e agora que está formando uma equipe, até porque o SESCOOP/SC cresceu muito. Tem novos desafios para serem feitos porque o SESCOOP tem um processo dinâmico. As cooperativas continuam crescendo e isso rebate aqui, a capacitação dessas novas pessoas. Me orgulho muito porque os números que conseguimos nesses anos são sempre expressivos e crescentes, o que mostra que estávamos no caminho certo. 



O Sr. achou que ia ficar tanto tempo no Sistema?



Na realidade, eu passei por quase todos os presidentes aqui. Então, em algum momento entre um presidente e outro você fica com uma tensão né, porque eles têm direito a trabalhar com a equipe, com pessoas da confiança deles. Mas graças a Deus eu sempre fui mantido. Eu agradeço por esse tempo.



Foram quantos Presidentes?



Eu só não trabalhei com três: Alberto Morais, Ivo Vanderlinde e Irineu Marque. Trabalhei com oito Presidentes e quatro Superintendentes. Superintendentes foram: Bento Garcia, José Norberto Kretzer, Geci Pungan e Neivo Luiz Panho. 



Qual foi sua principal conquista nesse tempo?



Acho que ela nunca é individual, seria uma pretensão minha dizer isso. Acho que nós conquistamos, que foi coletivo. A principal conquista, em termos de Sistema, foi justamente o SESCOOP/SC. As cooperativas deram um salto de qualidade com o advento do SESCOOP/SC. Porque, embora  a OCESC já fizesse capacitação, os recursos eram reduzidos. Com mais recursos, é possível fazer gestão de melhorias, da qualidade dos colaboradores, de capacitar. Estão aí os números que comprovam no auxílio educação, no aprendiz cooperativo, no volume de cursos que as cooperativas e nós realizamos. Acho que a principal conquista foi isso, e nós conquistamos juntos, as pessoas que intercederam para que o SESCOOP/SC existisse. E como conquista pessoal, eu diria que foi ter trabalhado em um Sistema em que, nunca, nesses 35 anos, a gente recebeu salário atrasado. É uma coisa que é muito rara. Você podia contar e fazer compromisso. Por todas as crises que o governo passou, o salário do empregado era sagrado. E, obviamente, não enriqueci, não era meu propósito, mas me deu uma condição de ter uma vida tranquila. Um carro, um apartamento pago, uma casinha na praia. Tive uma vida digna, com plano de saúde, odontológico, tudo isso ajuda. E 35 anos não são nada se você não está feliz e  contribuindo. Então, se eu fiquei é porque eu tinha alguma coisa para contribuir e porque o Sistema também sabia que tinha alguma coisa para levar de mim. Porque a empresa tem que ser prática, tem que pensar em pessoas que possam agregar. Quando eu olho para trás, eu tenho certeza que dei o meu melhor. Se não dei mais foi porque não tinha conhecimento e alcance, mas me dediquei e fui muito proativo.



Em todo esse tempo de contato com as cooperativas, o que o cooperativismo significa para o Sr.?



Acho que o cooperativismo me deu o que é em sua essência: ajuda mútua, cooperação, é você gostar de estar com pessoas. Cooperativismo é a união de pessoas para chegar a um objetivo melhor se ajudando mutuamente. Eu levo o cooperativismo no coração. É diferente das empresas do capital. O  cooperativismo vê além de uma renda para os colaboradores e associados, ele também vê o bem estar das pessoas. Está na genética do cooperativismo, que celebram pessoas para melhorias econômicas e sociais. Isso é o que eu gosto muito no cooperativismo, de que não é só para ganhar dinheiro, é para melhorar, promover cidadania e melhorar como ser humano. Isso eu acho que é uma coisa que o cooperativismo tem muito forte e que eu absorvi. Nunca pensei só em mim, sempre pensei em ajudar o máximo que eu podia. 



E quais são os projetos daqui pra frente?



Neste momento, eu tenho certeza de que vou continuar trabalhando, até porque eu ainda preciso, mas eu vou deixar acontecer. Não tenho nada em vista, não pedi emprego, não tenho nada prometido, não fui buscar. Vou dar um tempo, descansar, fazer alguma viagem, depois vou ver onde quero me situar. Depois, se tiver uma oportunidade no cooperativismo tudo bem, ou em alguma outra área. Pela minha formação no turismo e em contabilidade, isso me dá um leque mais aberto de fazer alguma coisa, talvez como microempresário, mas ainda vou ver o que vai sobrar disso. Agora é deixar baixar a poeira desse momento da emoção e pensar aonde eu quero estar para continuar contribuindo com a sociedade de alguma forma. Mas, sem dúvida, pela minha característica. não vou ficar jogando dominó na praça. Não é do meu perfil. Eu trabalho e me sustento desde os 11 anos, então são 51 anos trabalhando. Ainda que sou lúcido, acho que posso. Acho que tenho que tirar o pé do acelerador, porque o tempo vai chegando, então vou fazer coisas importantes, mas menos constantes. No sentido de ter uma agenda menos corrida. 




Fonte: Assessoria de Comunicação Interna Sistema OCESC


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